Moradores, produtores rurais e usuários da rodovia MT-170, em Mato Grosso, intensificaram as cobranças aos órgãos responsáveis diante das más condições do trecho e das falhas recorrentes na obra. A população questiona diretamente a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) sobre o projeto adotado e a ausência de soluções definitivas para os problemas enfrentados diariamente por quem depende da rodovia.
Segundo relatos de usuários, a estrada apresenta buracos, atoleiros e intervenções constantes de manutenção, sem que haja uma melhoria duradoura. Para a população, o cenário evidencia que o modelo de projeto escolhido não é compatível com a realidade da região.
De acordo com informações técnicas, o DNIT havia elaborado inicialmente um projeto mais completo, fundamentado em estudos detalhados sobre o tipo de solo, o alto volume de chuvas e as características naturais do local — fatores determinantes para garantir a durabilidade da pavimentação e a segurança no tráfego.
No entanto, ao assumir o trecho, a Sinfra-MT optou por reduzir a classe da rodovia e executar a obra com base em um anteprojeto, considerado pela população incompatível com as demandas da região.
Moradores e produtores afirmam que essa decisão compromete diretamente a qualidade da obra. A MT-170 atravessa áreas de solo frágil e com elevado índice de chuvas, o que exige soluções estruturais mais robustas. Sem isso, os problemas se repetem, gerando prejuízos econômicos, riscos de acidentes e transtornos constantes para quem utiliza a rodovia.
Mesmo diante das cobranças públicas, os órgãos responsáveis ainda não apresentaram respostas concretas nem anunciaram medidas efetivas para corrigir as falhas apontadas. Há também críticas direcionadas às construtoras responsáveis pelas obras; contudo, as empresas afirmam que estão executando os serviços estritamente conforme os projetos aprovados pelos órgãos competentes, dentro dos valores licitados e em conformidade com todas as exigências técnicas previstas em contrato.
Para a população, o impasse revela um problema mais amplo: a falta de diálogo, transparência e responsabilidade na escolha do projeto. A principal reivindicação é clara — revisão imediata do modelo adotado, aprofundamento dos estudos técnicos e ações efetivas que garantam uma estrada segura, durável e adequada às condições da região, evitando o desperdício de recursos públicos e prejuízos contínuos aos usuários da MT-170.
















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