Discussões sobre reforma tributária reacendem preocupação com custos de produção e manutenção de incentivos à exportação
Produtores rurais e representantes do agronegócio têm manifestado preocupação com a tributação incidente sobre a importação de insumos e equipamentos utilizados na produção.
Embora as exportações continuem isentas de tributos como ICMS, PIS e Cofins, o setor avalia
que o custo dos itens importados compromete a competitividade no mercado internacional.
De acordo com a advogada tributarista Carina Raubach, o modelo atual cria uma diferença
sensível entre as duas pontas da cadeia. “O produtor brasileiro exporta sem pagar imposto,
mas arca com uma carga elevada, e com tudo o que precisa importar para produzir. Essa
diferença afeta diretamente a rentabilidade e a previsibilidade do setor”, afirma.
Raubach explica que instrumentos como o regime drawback, que suspende ou isenta tributos
sobre insumos importados destinados à exportação, ajudam a reduzir custos, mas ainda
enfrentam entraves burocráticos. “Esses mecanismos funcionam, mas o acesso nem sempre é
simples. Pequenas e médias propriedades acabam ficando fora desses benefícios”, observa.
Com a reforma tributária em debate no Congresso, o setor acompanha as discussões sobre
eventuais mudanças nas regras de desoneração das exportações. “É importante que o novo
sistema preserve os incentivos já existentes e traga maior clareza sobre a compensação de
créditos e a tributação de insumos”, avalia Raubach.
Segundo a especialista, a previsibilidade fiscal é considerada um dos principais fatores para a
manutenção dos investimentos no campo. “O agronegócio opera com planejamento de longo
prazo. Qualquer alteração nas regras de tributação pode impactar toda a cadeia produtiva e o
posicionamento do Brasil no comércio exterior”, conclui.
Carina Raubach
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