“Onde tem indústria, tem desenvolvimento”: presidente do Sistema Fiemt apresenta cenário de expansão e desafios no Fórum de Ramos
Silvio Rangel apresentou um panorama do avanço
industrial em Mato Grosso
Durante o Fórum de Ramos promovido pelo Sistema OCB/MT, na manhã desta terça-feira (28), o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, apresentou um panorama do avanço industrial em Mato Grosso, ressaltando o papel estratégico do setor para o desenvolvimento do estado e as projeções de crescimento para os próximos anos.
O evento reuniu lideranças do ramo do crédito com o objetivo de alinhar estratégias, debater desafios e trocar experiências que fortaleçam o cooperativismo no estado. O encontro é um espaço de conexão, onde dirigentes do setor podem construir ações conjuntas, ampliar a intercooperação e aprimorar a governança das cooperativas.
Silvio destacou que Mato Grosso vive um novo ciclo de expansão econômica impulsionado pela indústria — responsável por 34% da arrecadação de ICMS, 17% da massa salarial, 16% dos empregos formais e presente em 138 municípios.
“Há cinco décadas a Fiemt trabalha pela industrialização de Mato Grosso porque sabemos que onde tem indústria, tem desenvolvimento. É a indústria que agrega valor, gera empregos qualificados, amplia a arrecadação e impulsiona toda a economia”, afirmou o presidente.
Crescimento acima da média nacional
Entre 2021 e 2022, o PIB de Mato Grosso cresceu 10,4%, o segundo maior avanço do país no período. Nos últimos cinco anos, o crescimento acumulado foi de 101%, enquanto o PIB industrial triplicou em dez anos, somando um valor total de R$ 37,6.
Para 2025, a projeção é que o estado cresça 6,3%, ritmo quase três vezes superior à média nacional (2,2%), impulsionado especialmente pelo avanço de 6,5% da indústria.
Aliança do Setor Produtivo esteve reunida para
fortalecer o cooperativismo no estadoEtanol: motor da industrializaçãoO presidente deu destaque especial ao etanol, citando Mato Grosso como 2º maior produtor do país, com mais de 6,7 milhões de m³ em 2024 e com forte expansão da industrialização do milho, que movimenta R$ 2.167,54 por tonelada e adiciona 92% de valor sobre o grão.Para os próximos dez anos, a projeção é de crescimento de 45% na produção de etanol no estado, impulsionando ainda mais a cadeia agroindustrial, investimentos logísticos e a transição para uma economia de baixo carbono.“O etanol é um símbolo do Mato Grosso que queremos: tecnologia, competitividade e sustentabilidade. É energia limpa que gera riqueza aqui dentro, melhora o preço do milho para o produtor e fortalece a indústria”, afirmou o presidente.Exportações industriais para 151 paísesProdutos industriais mato-grossenses já chegam a 151 mercados internacionais, com 280 itens exportados — liderados por farelo de soja,carne bovina e ouro, que representam 87% do valor exportado do setor. Porém, lembrou que o setor também enfrenta desafios. Entre eles estão:Exportações industriais já chegam a 151 mercadosinternaiconais• Energia: Mato Grosso tem a 2ª tarifa mais cara do Brasil, 24,3% acima da média nacional.• Juros: Selic a 15%, maior patamar desde 2006, encarecendo investimentos industriais.• Crédito: 97% das indústrias são de pequeno e médio porte e enfrentam dificuldade de financiamento, crédito e custeio.O presidente da FIemt também ressaltou o papel estratégico da Nova Indústria Brasil (NIB) e do FCO, que já direcionam bilhões em investimentos para agroindustrialização, inovação e descarbonização em Mato Grosso.Qualificação para um mercado de trabalho em expansãoCom a 3ª menor taxa de desemprego do país (2,8%), Mato Grosso demandará, até 2027, a formação de 126,76 mil trabalhadores industriais, reforçando a importância do Sesi, Senai e IEL no desenvolvimento de talentos locais.“O futuro sustentável de Mato Grosso passa pela indústria. E a indústria passa pelo conhecimento, pela inovação e pela energia limpa que já nos coloca em vantagem competitiva.”Texto: José PereiraFotos:Acervo Sistema OCB/MT
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